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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018

Carlos Vereza diz que Marielle é cadáver do PT e manda repórter se fo#$@%!

A gente não coloca palavrão no título, mas internamente vamos postar: "Vá se foder!" Foi o que o ator Carlos Vereza, da Rede Globo e com mais de 50 anos de carreira, disse ao jornalista do jornal O Povo após encerrar a entrevista onde atacou o PT, as esquerdas, defendeu Temer, Bolsonaro e se disse vítima dos autores de novelas: "são todos petistas!" O ator disse também que Marielle foi um cadáver fabricado pelo PT. A fotografia que ilustra a reportagem é de Tatiana Fortes. O repórter é Renato Abê. O palavrão fica feio, mas ele é notícia. E por isso não vamos nos auto-censurar.




Por Renato Abê

"Afirmando-se médium, o ator Carlos Vereza interrompeu a entrevista a seguir algumas vezes para bradar ao repórter: "Você tem aura petista". A conversa aconteceu no Cineteatro São Luiz, onde o artista carioca apresenta o espetáculo "Iscariotes: A Outra Face" neste domingo, às 18 horas.


No monólogo, o ator conta outra versão sobre o apóstolo Judas, associado historicamente à traição. Ex-membro do Partido Comunista, Vereza se posiciona à direita e é ferrenho apoiador do presidente Michel Temer (PMDB).

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O POVO - Traçando uma analogia com o contexto político do País, o senhor identifica algum Judas?

Carlos Vereza - Não, sabe por quê? Porque o Judas não foi um traidor, ele errou estrategicamente, ele era um guerrilheiro, quando viu aquela multidão seguindo Jesus, ele imaginou que, se ele entregasse o mestre, o povo se levantaria com aquela lealdade e tiraria o mestre da prisão. Mas não foi isso, porque um povo, em geral é uma massa amorfa. Sem liderança, sem perspectiva, ele pode ser levado para qualquer lugar. Ele não era traidor e, nesse contexto atual do Brasil, são muitos os traidores. Traidores do destino do povo o partir de um discurso demagógico, populista. Não tem nada a ver com meu Judas.

OP - O governo Temer chegou a extinguir o Ministério da cultura (Minc), depois voltando atrás. Como o senhor avalia atual situação do Minc? Ele é importante para os artistas como o senhor?

Vereza - Ele é importante, esse rapaz que é ministro da Cultura (Sérgio Sá Leitão) é um técnico, ele não é ligado a nenhum tipo de corrente ideológica. Eu conheço ele pessoalmente, ele é muito honesto. Com todo o respeito, mas é um fato histórico: o Ministério da Cultura esteva ideologicamente aparelhado. Certas correntes alinhadas com essa ideologia mandavam projetos para lá e nem precisava de análise, era aprovado imediatamente. Ao contrário de outros, que não estavam alinhados. Com Sérgio, não. Ele é técnico.

Agora há um excesso de ministérios, sempre houve um excesso, nessa política de coalisão que a gente é obrigado a coexistir. Você é obrigado a fazer concessão para aprovar os projetos, com essa infinidade de partidos, eles estão mais interessados no fundo partidário do que fazer uma aliança que seja a favor da história. Infelizmente, as instituições do Brasil nos últimos anos foram ficando aparelhadas. Foram ficando desgastadas.

"Dando que se recebe" passou a ser a palavra de ordem. Enquanto a gente não mudar esse tipo de forma de governar, você vai ter de cortejar apoio para poder governar. Eu particularmente sou favorável ao parlamentarismo, que o cara errou, você tira o primeiro-ministro e troca por outro. Agora, você não pode, no meio de uma administração, você a cada quatro anos fazer o impedimento de um presidente. A história do País está sempre começando. Eu, particularmente, sou favorável a um plebiscito para votar o parlamentarismo. Você não ficaria dependendo tanto dessa aliança, que nem sempre são as mais honestas.

OP - O senhor costuma criticar publicamente a permanência dos gritos de "fora, Temer". Por quê?

Vereza - "Fora, Temer" é de uma pobreza ideológica, eu não votei nele, por isso eu estou muito tranquilo de falar. O "fora, Temer" é ausência de um discurso que seja uma alternativa. Eu estudo filosofia e trabalho muito com fatos. Isso é fato como essa cadeira é uma cadeira, você é um homem, ela é uma moça e está tirando fotos de mim (dirigindo à fotógrafa Tatiana Fortes).

O Temer tirou o Brasil do abismo, ele está recuperando a economia do País, a inflação está lá embaixo, batendo recordes históricos. Isso é o cara que fez, não é o Vereza que está dizendo. São organismos nacionais e internacionais que comprovam isso. A Petrobras está se recuperando, de 14 milhões, ele conseguiu recuperar 1 milhão de vagas, isso é o IBGE, a Fundação Getúlio Vargas, o Valor Econômico que diz.

"Fora, Temer" é criança zangada que tiraram a chupeta. Qualquer coisa é "Fora, Temer". Vai colocar quem? Rodrigo Maia? O Eunício Oliveira, que está aí com o maior escândalo em cima dele? Ao invés de "fora, Temer", diga assim: eu proponho que a reforma agrária seja feita definitivamente, que o Movimento Sem Terra deixe de ser um grupo terrorista e passe a ser um movimento que lute realmente por terra. Eu não sou esquerda nem de direita, mas isso são fatos. Eles não tiveram terra esse tempo todo e não reclamaram com o PT, por quê? Porque é uma organização paramilitar, terrorista, estão aí fechando estrada, queimando pneu, estão lá em Curitiba fazendo necessidade na calçada das casas dos moradores, que não têm nada a ver. São fatos. Estão radicalizando a tal ponto como se quisessem fabricar mais um cadáver, além da Marielle. Marielle é um cadáver fabricado por eles.

OP - Eles quem?

Vereza - A ideologia radical sectária de esquerda. Eu tenho certeza, não tenho a menor dúvida, porque está havendo no Rio de Janeiro uma investigação (sobre a morte de Marielle) que já chegou a um ponto que, se eles mudarem a narrativa, vai ser uma decepção para muita gente. Por que a Marielle teve quarenta votos na Maré se ela era uma líder comunitária? (A vereadora recebeu 1.688 votos, na verdade).

Acho que a investigação tinha de começar pela Maré. Ela teve votos no Leblon, no Jardim Botânico e na Gávea, só a classe média de Iphone 10. Essa menina ou foi assassinada pela milícia ou foi assassinada por pessoas que aparentemente compactuam com a ideologia dela. Eles não acreditam em Deus, eles acham que as pessoas todas não passam de massas de manobras adaptáveis ou não aos seus objetivos. O cara que acredita que a vida continua após a morte, se ele fizer uma besteira, ele sabe que tem a lei de causa e efeito, que, aliás, nem é nem religioso, é matemática. A lei de causa e efeito reordena o universo, se não a gente não estaria conversando aqui, o planeta não estaria dando voltas sobre si mesmo.

Deus é um matemático emocionado. A grande ciência é a matemática. Eles não acreditam nisso, eles acham que a gente é obra do acaso, que foi uma amebazinha que nasceu da lama e depois ela deu um pulinho pra terra. Aí virou mineral, animal, vegetal até virar ser humano. A gente sabe que há um plano construindo a nossa história, um plano divino. Eles não acreditam nisso. Então, ele está do meu lado agora e depois não está mais.

OP - Mas, falando de extrema direita, como o senhor avalia a postura do Bolsonaro?

Vereza - Eu avalio matematicamente. É uma lei física, a cada ação, uma reação. Como a esquerda radicalizou demais, surge uma reação que é o Bolsonaro, que eu não considero nem de extrema direita, considero de direita. Extrema direita mesmo é o que está acontecendo na Alemanha, que voltou a ter um antissemitismo, alegando, com alguma razão, que os imigrantes estão deturpando os valores nacionais e culturais. Bolsonaro é um cara da direita, não tem saída, é dialética, se você radicaliza de um lado, do outro ele vai desaparecer. É na política, na vida.

OP - Mas, ele fala de pena de morte, ele tem um discurso de ódio.

Vereza - Essa ideologia é dele, é a plataforma dele, eu não sou a favor. Agora ao mesmo tempo a esquerda também prega matar as pessoas, a esquerda está lá. No primeiro dia que o Lula foi preso, eles quebraram os portões da Polícia Federal. A Polícia Federal teve de reagir com bala de borracha e gás, eles inventaram que foram agredidos primeiro.

Você é a favor do que eles fizeram em Curitiba? É a favor de as pessoas não poderem sair de casa? Eles chegam com celular e obrigam os moradores a carregar o celular, estão fazendo necessidade na calçada. Isso é uma observação neutra, imparcial. E os moradores que pagam impostos naquela rua de Curitiba?

OP - Na ditadura militar, o senhor integrava o Partido Comunista e chegou a ser preso. Não teme que, caso um nome como Jair Bolsonaro seja eleito, isso volte a acontecer no País?

Vereza
- Aí você está radicalizando, comparando o Bolsonaro a um nazista. Você está pressupondo que ele vá sequestrar as pessoas.

OP - Mas ele prega a censura à arte, a pena de morte.

Vereza - Sim, mas a Gleisi Hoffmann e o Lindbergh Farias estão incitando a massa a invadir a Polícia federal e, obviamente, se invadir a Polícia Federal, vai ter gente morta. Qualquer extremo não dá certo.

OP - Recentemente o senhor se envolveu em polêmica ao publicar no Facebook que uma escola supostamente estaria obrigando os alunos homens a usarem batom.

Vereza - Supostamente não. Foi o colégio Pinheiro Guimarães (no Rio). Eu afirmei: o colégio disse que se o aluno vier de saia e de batom, ele vai ter a nota aumentada. Eu reafirmei e estou esperando o processo até agora. Cadê o processo? Eu que não votei no Temer, fui ao Temer pedir para ele tirar a ideologia de gênero do Plano Nacional de Educação e ele tirou. É um absurdo você dizer que sexo é uma construção cultural.

Então você começa a atacar biologia, começa a atacar os códigos genéticos, que é XX e XY, agora estão inventando T, W,Z, A, E, I, O, U. Ou você é homem é ou é mulher. As pessoas têm suas opções sexuais respeitáveis, daí a você dizer que nasceu homem porque isso é uma construção cultural, isso é de um ridículo. Isso é um plano, cara, um plano sofisticadíssimo, porque quando você traumatiza uma criança, você vai ter lá frente um adulto manipulado politicamente. Até sete anos a criança é mais espírito do que matéria, ela não pode ser traumatizada.

OP - Mas e se uma pessoa adulta não se identifica com o gênero que nasceu?

Vereza - Sabe qual é a estatística de trans? Um em 100 mil. Agora, todo mundo é trans, só que eles não estão divulgando as pessoas que estão arrependidas, que estão querendo recuperar e não conseguem, porque não tem mais jeito. Não tem como recuperar. Todo mundo é trans, isso é uma novidade. Na minha época, você tinha um trans a cada 15 anos, agora a cada dia da semana todo mundo virou trans e vai para o Paraguai operar, aí depois se arrepende porque o DNA não muda, o DNA do trans é do gênero que ele nasceu. (Vira-se agressivo para o repórter) Eu sei que eu não estou te agradando, você é petista, porque eu sou médium e eu estou vendo no teu perispírito que você é petista.

OP - Eu não sou petista.

Vereza - Você é de esquerda, eu estou vendo na sua aura. Cada coisa que eu falo sua aura fica assim piscando.

(Silêncio).

Vereza - Um em 100 mil é uma coisa, agora de segunda a sexta, todo mundo é trans e outras coisas. O que é isso? Eu era amigo do Clodovil e ele não tinha essa palhaçada. Há inclusive uma suspeita de que ele tenha sido assassinado, a cama dele era baixa, como ele fraturou a cabeça caindo da cama, cara? Eu conheci a Rogéria, ela cantava em cinco idiomas, era uma puta de uma cantora, uma puta de uma atriz, mas não faziam essa palhaçada, esse lobby. Eu amo o homossexual e odeio o lobby gay. Eu amo o pecador e odeio o pecado.

OP - O senhor disse em entrevista ao Pedro Bial, que toda vez que uma comunidade se acha em crise, ela necessita de um bode expiatório, para muitos brasileiros, o Lula.

Vereza - Você está dizendo que o petismo seria o bode expiatório? Ele ficou 14 anos no poder, meu filho, o Temer está há só dois. Bode expiatório sou eu, que há 12 anos eu avisei o que seria o PT e as portas de trabalho se fecharam para mim. Eu fui ao Jô Soares e disse e cantei tudo o que ia acontecer com o PT.

OP - Inclusive a Rede Globo fechou as portas para o senhor?

Vereza - Sim, 90% dos autores e diretores da Globo são petistas. Agora, eles não me mandam embora, porque provavelmente deve ter algum tipo de respeito por mim. Exatamente porque eu vou ao contrário dos meus colegas e boto minha cara a tapa. Eu sou formado em filosofia. Isso aqui para mim é uma cadeira e não um helicóptero. Eles falam que é um helicóptero. (Silêncio). Você deu uma bandeira da sua pergunta agora, porque bode expiatório é o povo. Eu jogo com dados, eu não adjetivo nada, porque eu estudo.

OP - Ok. Obrigado, Carlos.

Vereza - Me desculpa se eu estou dizendo o que o você não quer ouvir.

OP - Desculpo.

(Entrevistado se levanta).

Vereza - Vá se foder, porra".

A entrevista no Povo Online

 

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