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Quarta-feira, 27 de Maio de 2020

Bonner reclama das ameaças de aliados de Bolsonaro. Mas e o meia culpa?

Bonner e Bial: crítica,mas sem autocrítica
Bonner e Bial: crítica,mas sem autocrítica

O apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, foi ao programa do Bial onde reclamou da maneira como radicais políticos defensores de Bolsonaro estão agindo contra ele e seus familiares. Até um filho teve um documento fraudado e usado de modo a comprometer a imagem do pai. Mas o que falta a Bonner e a outros jornalistas, que até outro dia, quatro anos atrás, entraram de corpo e alma na defesa do golpe contra a democracia, removendo do poder Dilma Rousseff, é fazer um mea culpa. Agiram contra a democracia, deram todo o apoio a um juiz parcial que tinha por objetivo remover Lula do cenário político, e o que se vê, hoje, nada mais é do que o saldo da irresponsabilidade da qual jornalistas da velha mídia também fazer parte - além de políticos e empresários.

No Bial, olhar compungido, Bonner era o retrato da amargura.

Bonner, âncora do Jornal Nacional, surgiu abatido numa entrevista ao "Conversa com Bial" na madrugada desta quarta-feira (27). Ele tem sido alvo constante de fake news.

"Eu ainda me assusto com a bile, com o ódio que escorre nas palavras, nas palavras mal escritas, nas palavras cuspidas. É um ódio tão intenso que a gente não sabe onde levará. E aí a gente vai para as ruas e assiste a esta mesma incivilidade", disse ele.

O jornalista aparentava abatimento, cansaço, tristeza e falta de esperança com o futuro do País.

Bonner revelou no programa de Pedro Bial que sua presença em determinados locais públicos é completamente inviável.

"Era motivadora de tensões. Percebi isso de maneira muito ruim, dentro de farmácias, de padarias, no cinema. Verbalmente agredido, insultado.", lamentou o âncora do JN, que teve de pausar para respirar diante da conjuntura política atual.

Triste e desperançoso, ele contou que não conseguiu pegar um avião para visitar sua mãe doente em 2018 e que teve de viajar de carro do Rio para São Paulo diversas vezes. "Não podia pegar um avião com tranquilidade nem para visitar um parente doente".

O problema é que a empresa que William Bonnner trabalha, a Rede Globo, é uma das responsáveis por parir o fascismo representado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A eleição de Bolsonaro é decorrência do golpe de 2016, do enfraquecimento dos partidos políticos e instituições democráticas, alvos constantes do "jornalismo" global.

Além disso, a Globo tem se esmerado na retirada de direitos sociais e na semiescravização da sociedade brasileira. É por isso que Bonner e os profissionais da imprensa estão sendo alvo nas ruas, no entanto, o povo [ainda] não consegue formular. É aí que surgem os grupos de ódio contra a mídia corporativa, o ovo da serpente.

Segundo Lúcio Kowarick, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP, no Le Monde Dimplomatique, "o ovo da serpente constitui uma metáfora de um filme de Ingmar Bergman que representa o lento envenenamento da sociedade pelo nazismo na Alemanha dos anos 1920."

 

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