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Domingo, 27 de Janeiro de 2019

A singularidade histórica da renúncia de Jean Wyllys

Jean Wyllys: um caso simbólico e triste da história do país
Jean Wyllys: um caso simbólico e triste da história do país
Por Fábio Lau*

A renúncia ao mandato parlamentar por medo da morte é o primeiro caso de que se tem conhecimento no país. Acredito que nem na ditadura algo similar ocorreu. Até que seu ato viesse à público, esta semana, em uma entrevista a um jornal, os casos de que se tinha notícia diziam respeito a ações processuais onde o político renunciava para evitar a cassação e a posterior inelegibilidade, doença ou por eleição para cargo majoritário ou executivo.



Sendo assim, a decisão de Jean Wyllys, que repercute ainda nos grandes sites de todo o mundo, ganha um caráter simbólico e histórico. Ocorre quando membros do próprio Judiciário se apresentam como cúmplices do desejo de ver assassinado os que se opõem ao modelo político de extrema direita vigente. O caso da desembargadora Marília de Castro Neves, reincidente em manifestações do tipo, é mais do que revelador. Ele cristaliza uma situação de insegurança não apenas jurídica (tendo em vista que não há garantias de isenção), mas principalmente de vida.

Outro aspecto que chama a atenção é a omissão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, diante do escândalo em que se transformou a renúncia ao cargo por Jean Wyllys em caráter irrevogável. Nada disse a não ser que haveria cinco procedimentos investigatórios a cargo da Polícia Federal. Qual o andamento? Qual a ação realizada ou a se realizar? Qual o contato que procurou ter com o político, sua assessoria ou outras dezenas de políticos ameaçados por apoiadores do governo ao qual se aliou?

A prisão de um dos ameaçadores, Marcelo Mello, ocorreu com base em um procedimento iniciado em 2012 e que aponta para ameaças contra um delegado da Polícia Federal que o investigava. Foi, portanto, anterior às denúncias de Jean. Algo patético flagrar uma autoridade tentando escamotear a indiferença.

Por isso a saída de Jean Wyllys entrará para a história de maneira definitiva. Estar ao seu lado ou do outro também é algo que será inevitável constar na biografia de cada contemporâneo. É hora da sociedade brasileira, especialmente a pretensamente informada e crítica, se posicionar e ter noção da sua responsabilidade histórica.

* Fábio Lau é jornalista

 

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